Antes de mais nada, estarei falando a respeito do volume 2 dos Thunderbolts, quadrinhos lançados originalmente entre 2013 e 2015, e escrito por Daniel Way e Ben Acker. E o título pode soar pretensioso, mas foi só a título de comparação mesmo, não digo que nenhum é melhor que o outro, só que Esquadrão Suicida foi lançado previamente, em 1959, enquanto os Thunderbolts tiveram seu debut somente em 1997. Dito isso, sigamos para a matéria.


Os Thunderbolts recebem este nome por serem formados e comandados pelo General Thaddeus “Thunderbolt” Ross (esse mesmo, do filme do Hulk), e nada mais são do que uma equipe formada pelo governo norte-americano para limpar as próprias bagunças “por baixo dos panos” (soa familiar?), e a equipe é formada por basicamente anti-heróis e vilões, então nada é “preto no branco”.

  Diferente da equipe original, que tinha Barão Zemo, Harpia, Gavião Arqueiro, entre outros; e da mais recente, comandada pelo Soldado Invernal; a equipe do volume 2 só continha personagens questionáveis. Comandada pelo General Ross como Hulk Vermelho, e com Justiceiro, Elektra, Deadpool, Agente Venom, Líder, e mais tarde, Motoqueiro Fantasma. E isso que tornava as escolhas deles a cada edição tão interessantes.


Já de início, o recrutamento individual é feito de forma brilhantemente roteirizada por Way, com General Ross pegando Frank Castle, Flash Thompson e Elektra Natchios em situações que não poderiam recusar, e com Wade Wilson só querendo ir mesmo. Recrutados, funciona da seguinte forma: Você segue em missões em troca do governo bancar, em dinheiro e recursos, uma missão de sua autoria, sendo ela o que você quiser fazer.

Passando o tempo, os Thunderbolts começam a se sentir tal qual família, ou seja, discutem bastante e brigam aos montes (Deadpool e Castle não se dão muito bem, por exemplo). E durante as missões, há escolhas que dificilmente os heróis teriam, “matar ou não matar”, “quais as consequências se eu sair daqui”, entre várias outras que dão tons cinzas em personalidades que tornam a leitura incrível.

Ainda, lá na frente, para lidar com ameaças sobrenaturais, é recrutado Johnny Blaze, que já chega mostrando por que é tão querido por leitores da Marvel (sério, a primeira cena dele é espetacular). E do meio para o fim, evidencia-se o contraste do próprio personagem, entre o poço de carisma que é Johnny e o monstro imparável que é o Espírito da Vingança.

Entre traições, decisões imbecis e discussões entre o próprio grupo, a história acerta no tom e ritmo, além de prender a gente em ganchos incríveis para a próxima edição. Erra, porém, ao não desenvolver propriamente todos os personagens e ao focar seu fim na intervenção dos Vingadores. Ainda assim, é válido e recomendo a todos, desde os que achem histórias heroicas repetitivas e queiram algo diferente até os que amam ver heróis mesmo naqueles que não são tão heróis assim.

No Brasil, a história dos Thunderbolts chegou no último ano, espaçadamente através do título “Universo Marvel”, publicada mensalmente em meio a um almanaque de histórias da Marvel pela editora Panini. Fica aqui a minha recomendação e um sonho futuro de ver esses pilantrinhas no cinema um dia. Ressaltando que a maioria de seus personagens já apareceu no Universo Cinematográfico, e fazendo uma mescla das equipes, acredito que esta seria uma boa formação:

Claro que o Líder é um personagem que fora deixado no limbo e, sendo o Deadpool um personagem inalcançável neste universo, tem muitos outros que poderiam ser adicionados, como Zemo, Gavião Arqueiro, Viúva Negra, talvez Justin Hammer ou Flash Thompson que será introduzido no filme do Homem-Aranha, etc.

  E você, já leu os Thunderbolts? O que achou e gostaria de vê-los nos filmes? Comenta aí e deixa sua forcinha para a família Resetando!