Após muito tempo sendo planejando, e com um custo acima dos 180 Milhões de Dólares, Valerian e a cidade dos mil planetas nos é apresentado pelas mãos do visionário diretor Luc Besson (Quinto Elemento e Lucy), sua visão única sobre obras de ficção científica auxilia de forma orgânica a compreensão do filme, mesmo que a obra não seja uma adaptação análoga às revistas criadas em 1967.

 

Sejam Bem vindos a Alpha

Valerian: E a cidade dos mil planetas é mais uma opera em forma de filme do Diretor Luc Besson, um filme colorido, musical e cheio de movimento e ação, onde o foco não é a lógica por trás de cada atitude dos personagens mas sim como o mundo responde as suas ações, o filme trata de mais uma das varias missões dos agentes “espaciais” Valerian e Laureline, sim espaciais, por que nas HQ´s eles são agentes espaço-temporal e sim esse termo é correto meus caros, onde por conta de suas capacitações são enviados para cumprir uma missão de extrema importância para a estação espacial Alpha, ou como é conhecida a cidade dos mil planetas, uma estação espacial que abriga povos de vários mundos e que a elas foram se unindo transformando sua hiper estrutura realmente em uma grande cidade, que é controlada por um conselho presidido pela raça humana.

Qualquer um pode trocar 18 por 81

A mesma qualidade que pode fazer alguns fãs de ficção científica gostarem do filme é a mesma que pode afastar possíveis interessados em vê-lo, o filme não tem grandes interpretações e por muitas vezes as faces dos atores destoam da situação a qual eles estão vivendo, mas para aqueles que entendem que a suspensão de realidade deve ser aplicada plenamente nesse tipo de filme isso se torna um adendo, um super agente fazendo o que somente um super agente pode fazer.

O 3D não só convence como compra uma experiência muito mais agradável, se compreender toda a vastidão dos locais idílicos aos quais os personagens são colocados, não seria a mesma experiência sem a possibilidade do 3d, a musica não emerge tanto, mas essa não é a sua obrigação, é perceptível que a trilha sonora tem papel coadjuvante na obra tendo a obrigação de marcar os passos do que de ser o motor para as cenas, falando em cenas, as cenas de luta poderiam ser melhor trabalhadas, existe um certo “Q” que não permite que elas sejam tão orgânicas quanto necessário para manutenção da imersão, porém nada que atrapalhe o filme.

Por fim a participação de Rihanna, que por muitos pode ser criticada, porém sua personagem mesmo tendo uma participação relativamente curta convence ao que ela é, Bubble, chega a tocar o coração da audiência, talvez não da forma que Maïwenn Le Besco como “Diva Plavalaguna” em o quinto elemento, mas se fará presente na memória daqueles que se agradarem do filme.

Você flerta eu sorrio

Valerian e a cidade dos mil planetas veio aos cinemas para ser isso, um divisor de opiniões, você  conseguira sair da sala de cinema já com uma boa ou má opinião acerca da película, sem muita dificuldade, o filme não trás consigo uma profundidade ou mesmo uma grande lição de moral já que suas lições ao menos acredito eu devem ser aprendidas antes mesmos de sairmos da pré-escola, mas o sentimento de nostalgia em poder ver um mundo de ficção onde nossos sonhos podem ganhar asas e voar mais alto que a imaginação se mantém vivo nessa obra da 7ª arte.