“Em um mundo destruído pela guerra um Pistoleiro percorre o deserto em busca do Homem de preto, em sua sede de vingança ele deve escolher entre retornar a face do pai ou mergulhar definitivamente em sua sede de vingança e redenção.”

O Homem de Preto fugia pelo deserto e o Pistoleiro ia atrás

Resultado de imagem para A Torre Negra

Com essas palavras o renomado escritor Stephen King (O iluminado, It, A espera de um milagre) inicia o primeiro dos sete livros da série “A torre Negra”, porém, ao se adaptar todos os volumes em um único longa, o filme perde foco, se tornando um amalgama sem ritmo e que vale mais como uma caixa de referências para os fãs da obra literária.

Eu não miro com a minha mão

Resultado de imagem para A Torre Negra

O filme conta a historia de Roland Deschain (Idris Elba) o último dos Pistoleiros, esta que seria uma ordem que serve ao bem protegendo a Torre Negra contra investidas malignas, torre esta que protege o que seria o multiverso das entidades exteriores (alguém falou lorde Cthulhu?) e que tem sofrido ataques cada vez maiores do homem de preto (Matthew McConaughey); Por si só já teríamos um bom plot para o filme, porém, a forma com que se foi explicado esses fatos faz com que o ritmo do filme se torne cansativo, em menos de Dez minutos de película você já se vê cansado da forma com que lhe são apresentados os personagens, e quando somos colocados frente a frente com Jake (Tom Taylor) já estamos fadigados com o volume de informação  que só vai fazer sentido com o desenrolar do filme.

Eu não atiro com a minha mão

Resultado de imagem para A Torre Negra

Mas nem só de coisas ruins é feito o filme, pode-se dizer que a obra é um pipocão para aqueles que nunca ouviram falar da saga ou um mar de referências para aqueles que de alguma forma conhecem quaisquer obras literárias de Stephen King.

A jornada do herói pode ser vista de forma didática e até diverte, a amizade paternal entre o pistoleiro e Jake passa credibilidade de forma a nos deixar atentos a qualquer interação que haja entre eles, pode se ver que o elenco de peso tentou dar emoção aos personagens, mas nenhum dos personagens passou profundidade suficiente para que sofrêssemos com eles ou que ansiássemos por suas vitórias e superações.

Eu não mato com a minha arma, mato com o meu coração

Imagem relacionada

Por fim a obra cinematográfica de A Torre Negra não consegue angariar grandes suspiros do público, mas é um filme que tem certo apelo e que com certeza vai fazer com que as pessoas busquem os livros da saga para se aprofundarem mais nessa ótima aventura, seria muito bom se a obra não tivesse se tornado um amalgama de toda a saga apenas pelo bem de Hollywood.

About The Author