“Guerreiros rebeldes partem em missão para roubar os planos da Estrela da Morte e trazer nova esperança para a galáxia.”

O universo expandido de Star Wars, finalmente chega aos cinemas. A esperança de assistir à filmes onde a família Skywalker não seja o elo principal, ganha força após o lançamento de “Rogue One : Uma História Star Wars”.

E sinceramente… Que história! A sensação nostálgica que o filme traz, irá levar os fãs mais antigos, aqueles que viram o ” Uma Nova Esperança” nos cinemas em 77, as lágrimas e gritos de euforia a cada referência encontrada ou aparição de personagens icônicos. E apresentará todo um universo, para novos padawans.

O lado rebelde da força

Esse é o primeiro filme da franquia Star Wars, onde não existe a presença de Jedis. Quem está no controle, são os soldados da “Aliança Rebelde“, comandados pela Mom Mothma (Genevieve O’Reilly), personagem essa que no final das contas, serve somente como um dos tantos easter eggs presentes no filme.

Somos apresentados à um lado da Aliança que não foi mostrado em outros momentos. Vemos que em tempos de guerras, atitudes mais extremas são necessárias para que os objetivos sejam alcançados e mais importante, é fundamental se ter, soldados fieis a causa e com coragem para fazer o que se dever ser feito.

Rogue One: A Star Wars Story ©Lucasfilm LFL

Diego Luna que interpreta Cassian Andor, é a cara dessa Aliança que suja as mãos para que a missão seja cumprida e o personagem ter noção do peso da suas ações, tira aquela imagem “pura” da Aliança vista nos filmes anteriores.

Enxergamos agora que o ideal rebelde, não é uniforme. Assim como em nosso mundo, diferentes pessoas vêem um mesmo problema com olhos diferentes, de formas mais pacificas ou até mesmo mais extremas, e esse é o papel de Forest Whitaker, interpretando o líder extremista, Saw Gerrera, um aliado à causa rebelde, porém independente, que irá fazer a coisa certa, da forma mais extrema.

O Império de um Homem Só

Passamos a enxergar, mais profundamente o Império, como se deu a construção da Estrela da Morte, o drama de Galen Erso (Mads Mikkelsen) por não querer fazer parte daquilo, mas acaba sendo obrigado, a pressão nas costas de Orson Krennic (Ben Mendelsohn) que se mostrou um personagem totalmente diferente do que foi mostrado nos trailers.

O Diretor das Forças Armadas Imperiais, que aparentava ser intocável, mostrou ser só mais um subordinado que recebe uma grande tarefa. E a pessoa que dita as ordens é um velho conhecido dos fãs de Star Wars e tem o aspecto visual mais deslumbrante do filme, além de ser o verdadeiro vilão, é ele quem dá o último comando.

Krennic, está em busca de reconhecimento e ter o que é “seu” por direito porém, essa sua ambição, acaba sendo o seu algoz.

 Jyn e o Rogue One

Muito se comentou sobre Jyn Erso, ao ser anunciado o seu papel de protagonista no filme, muitas teorias diziam que ela seria mãe da Rey ou algo parecido. O que deve ser posto em discussão, é a importância da personagem de Felicity Jones, para o desenvolver da história. O peso da filha de Galen Erso é desenvolvido de uma forma meia corrida durante os três arcos do filme.

Embora seja breve a sua história, nos foi apresentado uma personagem que segue a “Jornada do Herói” a sua maneira, Jyn também chega como protagonista de um filme do tamanho de Star Wars, para abrir relembrar que embora se passe em uma galáxia tão, tão distante, não é necessário ser um Jedi ou Kenobi para fazer a diferença, bastar se ter esperança.

A equipe encarregada de roubar os planos da Estrela da Morte, não são os heróis que a rebelião precisava, mas eram os heróis que a situação oferecia. Ela está longe de ser lembrada como uma das mais icônicas do universo Star Wars, mas fica claro que essa não era a proposta dela.

Durante o filme vimos indivíduos com crenças diferentes, se unirem para lutar por uma mesma causa. Guiados pela crença na força, eles representam o ideal da liberdade que todos os três primeiros filmes quiseram passar e tendo noção disso, é difícil não se emocionar com o desfecho da equipe.

O Retorno ‘do’ Sith

As cenas mais aguardadas sem dúvidas, eram as de Darth Vader. Após o Episódio III, os fãs puderam matar a saudade do Lord Sith nos cinemas. E as suas aparições, superam qualquer easter egg que o filme possui. A presença de Vader, passa medo e desconforto. Você e os presentes em cena, sentem medo por estar perto dele.

A sua cena final, coloca para chorar, todos os fãs da saga… Novos, antigos, todos irão vibrar ao lembar o que foi feito por ele. Embora tenha sido um enorme fanservice e não ter se prendido a certas lógicas ou dado alguma explicação para determinadas aparições no arco final, esses “erros Star Wars” já não incomodam, viraram parte do universo.

Rogue One, é uma uma homenagem ao passado, mas também é uma porta aberta para futuras novas produções no universo expandido de Star Wars. Por ser um filme independente dentro da saga, temos algo totalmente sólido e diferente do que já foi visto. As cenas de batalhas são mais intensas, colocando você próximo da adrenalina que é desviar de um tiro de blaster ou correr de uma bomba.

Sem falar das inúmeras referências escondidas ao longo de todo o filme. Que quando notadas, desperta a sensação de nostalgia e é difícil tentar segurar as lágrimas e o sorriso de orelha à orelha.

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Erivan Oliveira

Seguidor do Ubuntu, leitor de Hqs, sai durante a noite vestindo uma capa para bater em bandido.