Eu não comecei essa guerra…
mas eu irei termina-la

 

 

Planeta dos Macacos: A Guerra (War of the Planet of the Apes) é o terceiro filme da série reboot dirigida por Matt Reeves em um longa realmente longo com duração de 2 hora e 20 minutos de densas decisões e acontecimentos.

Situando rapidamente quem está perdido na floresta dos acontecimentos desse reboot: Planeta dos Macacos: A Guerra se passa após os eventos de Planeta dos Macacos: O Confronto, onde César ou Caesar e seus macacos que estão refugiados em uma densa e de difícil acesso floresta, são forçados a um conflito cruel com um exército de seres humanos liderados por um dos mais escrotos coronéis do exército (o próprio filme o classifica assim). Após os macacos sofrerem  grandes perdas, César luta com seus instintos, e começa sua própria busca para vingar a sua espécie. Nessa busca de vingança, César e o Coronel são colocados frente a frente, um contra o outro, em uma batalha épica entre exércitos (afinal é War né) que irá determinar o destino das espécies e o futuro do planeta.

 

Uma guerra bonita de se ver

 

Apesar de inicialmente achar que a duração do filme o tornaria maçante ou cansativa fui surpreendida por um roteiro bem coeso e distrativo, no qual não se percebe nenhum “enchimento” na trama.

Algo que realmente me apaixonou no filme é sua fotografia, a exuberância das cenas gravadas na floresta trás tons e iluminações realmente divinas. O 3D do filme não O achei muito imperativo ou até mesmo necessário, se não fosse o fato de que acredito que ele contribuiu para uma desenvoltura das CGI’s usadas, mas no quesito de coisas saltando da tela, nada de muito novo não. Todavia o que soma pontos no filme nesse quesito é ver que nos diferentes ambientes mostrados o capricho das imagens foi o mesmo, seja nas cenas de floresta, nas zonas de neve e no aspecto “bíblico divino” criado nas cenas de desérticas.

 

Macacos são melhores que Humanos

O filme traz Woody Harrelson como Coronel do exército humano com a intenção de um co-protagonismo com o Caesar de Andy serkis, porém acredito que ele tenha servido mais como um complemento e uma ajuda à dicotomia criada em caesar do que realmente como co-protagonista; Talvez isso ocorra pela falta de um background do personagem, ele é apressentado como um coronel meio lunático e passa o resto filme como isso, sendo apenas mais degrau para o protagonismo de Serkis como Caesar. Outra novidade adicionada ao filme é o alivio cômico suavizante dado por Steve Zahn ao “bad ape” que torna o filme bem mais divertido sem se tornar besta, um ponto positivo ao filme que soube dosar humor e drama na medida certa.

 

A trilha sonora e sonoplastia não é algo que se espante e se indique ao Oscar, porém pontua muito bem o enredo e casa bem com os momentos de tensão e dramas criados, criando mais empatia e emoção nesses momentos, talvez se assistido em uma sala de cinema com um tratamento de áudio mais especifico ela se torne mais impactante e uniforme, pois nos minutos de finais de película senti–a muito alta, quase ao ponto irritadiço, porém acredito que isso se deva mais ao fator qualidade de distribuidor do realmente defeito de filme.

 

O que realmente importa

A true da true é que realmente o filme é muitooo bom. Ele finaliza a trilogia reboot de Rupert Wyatt e Matt Reeves com uma maestria que poucas trilogias conseguem, a trama é bem amarrada e imersiva em todas as nuances criadas, ele consegue se passar por um filme solo, mas que complementa os antecessores entende? O desenvolvimento do César nesse filme admira-se muito; a briga interna dele com seus sentimentos o tornam tão humano quanto até jamais um humano conseguiria replicar. A evolução dele como personagem e protagonista durante toda a trilogia é encantadora e esse filme abrilhanta isso ainda mais.

Por último e com certeza não menos importante o ponto final do filme que queria elogiar e deixar a reflexão, é o sentimento de comunidade, sociedade e hierarquia passados neste filme; a comunidade “Ape” em certo momento se encontra desapontada e frustrada com César por suas escolhas, e fazem questão de demonstrar isso; porém ao menor sinal de necessidade de César, os macacos se unem como Um para ajudá-lo, sabendo da necessidade de um líder forte como Cesar para o bem de toda comunidade . Uma reflexão simples que cabe muito bem aos nossos bolsos brasileiros.

PS: Pra quem é soteropolitano o filme tem pré-estreia marcada nessa quarta-feira nos principais cinemas da capital.

Uma lição:
Apes together strong!

About The Author

Ynng

Ynng, Também conhecida como minha primeira personagem de RPG e um web alterego meu. Estudante de Relações Internacionais, adepta de diversas mudanças capilares, amante do mundo Nerd, pertencente ao lado negro da Força!

  • Antonio Carlos Espindula (Carl

    Há muito eu não via uma trilogia com uma seqüência tão boa, boa não… excelente! Realmente a apresentação de Caesar nesse capítulo está suprema! Fica muito clara a mensagem de compaixão e unidade, mesmo que ameaçada pelos conflitos internos nossos de cada dia, pelo qual Caesar passa ao se deparar com o tal coronel e sua insana obsessão pelo poder, (desejo aparentemente impregnado na raça humana) mas, como sempre, vence a harmonia e o bem comum. Que fique como lição para a raça humana. Muitos outros argumentos emotivos caberiam neste comentário, mas vamos deixar pra depois. O recado é: *Assistam PLANETA DOS MACACOS A GUERRA*.