https://i0.wp.com/hdqwalls.com/wallpapers/wonder-woman-2017-poster-img.jpg?w=1170Hoje, quem criticou Gal Gadot por ser escalada como a Mulher-Maravilha no universo da DC nos cinemas, felizmente está calado. Após filmes controversos como “Batman v Superman”, Homem de Aço” e “Esquadrão Suicida”, o primeiro filme solo de uma super-heroína, é a respiração e inspiração que os estúdios da Wanner precisavam para dar continuidade e mudar os rumos de um universo que parecia não ter conserto.

Nada mais justo do que essas mudanças começarem pela mãos de uma da maiores e mais importantes personagens do meio nerd, nos entregando um filme totalmente honesto, diante do que nos fora apresentado nas suas ações de divulgação. Temos um história de origem clássica, porém, muito bem construída pela diretora Patty Jenkins, com cenas de ação eletrizantes e com uma narrativa mesmo que falha em alguns momentos, leve e divertida.

“Eu sou Diana de Themyscira, filha de Hipólita…” 

https://i1.wp.com/br.web.img3.acsta.net/pictures/17/03/29/09/22/557829.jpg?w=1170Nosso primeiro contato com Diana e Themyscira, vem através de uma breve explicação do surgimento das guerreiras amazonas e como o Deus da Guerra Ares, se tornou um ser maligno que quer destruir a raça humana, e que mesmo sendo proibida por sua mãe de sequer empunhar uma espada, Diana recebe treinamento da melhor guerreira da ilha, sua tia,  Antíope (Robin Wright).

O filme não se aprofunda muito na terra das guerreiras amazonas, mas após salvar Steve Trevor (Chris Pine), de um ataque de soldados alemães que invadiram Themyscira, Diana toma noção do papel que ela tem para com a humanidade e decide sair da sua “zona de conforto” e acabar com a Grande Guerra que acontece fora do reino mágico das guerreiras gregas.

Após decidir ir para um novo mundo, todo acontecimento para Diana, é um choque de realidade colocado sabiamente pela diretora de diversas formas, que vão desde vestir roupas típicas de uma nova sociedade à receber instruções de “líderes” que entram em conflito com os interesses da protagonista para o bem de milhões de pessoas.

A oposição da princesa Diana aos modelos de um mundo “quadrado”, serve para marcar a personalidade da personagem dentro do universo Dc nos cinemas, já que em Batman V Superman devido ao tempo e a forma como ela foi colocada na história, não pudemos usufruir de muita coisa.

Exército de uma só guerreira 

https://i1.wp.com/i.ytimg.com/vi/x1uC4gD6h6s/maxresdefault.jpg?w=1170&ssl=1Se tratando de atuações, todos os atores essenciais para trama, entregam tudo de si durante o longa, destaque claro, para as duas maiores estrelas do filme, Gal Gadot que marca o seu lugar na história ao lado de Lynda Carter e Chris Pine que apesar de parecer estar fazendo sempre o mesmo papel, entrega um Steve Trevor digno de respeito e que em muitas vezes acaba roubando a cena para si.

O filme ainda conta com o renomado David Thewlis, nosso eterno professor Remo Lupin e Danny Huston (O Aviador). Vale destacar as incríveis e por muitas vezes espalhafatosas, coreografias das lutas. Elas são um espetáculo a parte, Jenkins soube usar o slow motion nos momentos certos, e por mais que em algumas cenas você ache um absurdo Diana se entortar tanto para acertar um golpe em alguém, o espetáculo visual que a cena te traz, é o suficiente para você pular da cadeira.

A trilha sonora do filme não é tão memorável ou impactante como foi o tema da Mulher-Maravilha em Batman v Superman. Ao logo de todo o filme, você irá ouvir aquele som frenético que se tornou característico da personagem, o que é uma pena, já que essa música parece ser a única o filme todo.

Nem tudo são mil maravilhas

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Sem dúvidas “Mulher-Maravilha” até agora, é o melhor filme do universo DC nos cinemas, mas ele não está livre de falhas. Que ficam por conta do terceiro ato da história, onde um personagem fundamental para trama é colocado de maneira muito rápida, deixando a impressão de que eles gastaram muito tempo desenvolvendo a Princesa Diana e não sobrou muita coisa para o surgimento de Ares no conflito.

Alguns cortes, assim como em todos os filmes desse universo DC, foram feitos sem muito cuidado, eles parecem ter sido deixados na versão final do filme, por não existir a possibilidade das cenas serem regravadas, problema típico da Wanner, mas nada que irá tirar o brilho da obra.

O primeiro filme de uma super-heroína cumpre o seu papel e abre espaço para um novo patamar dentro do cinema nerd, já saturado de ter só homens como protagonistas, os discursos de empoderamento, vieram em uma quantidade menor do que se foi imaginado e muitas vezes deixado subintendido ou até sendo aliviado por uma piada.

Mulher-Maravilha assim como qualquer pessoa da vida real, só precisou de uma chance para mostrar a sua qualidade e grandeza, sendo a vanguarda para que possamos ter mais protagonistas femininas dentro dos filmes de super-heróis.

Mulher-Maravilha chega aos cinemas no dia 01 de Junho.