Aquilo é um Macaco?

Em Pleno 2017, um dos maiores clássico do gênero de filmes de aventura e fantasia, a historia de Kong nos é apresentada de forma leve, direta e engraçada, se tratando da fusão improvável de monstros gigantes e aventuras tipo B ele é ao mesmo tempo divertido e empolgante.

Não se chega na casa dos outros jogando bombas, a não ser que esteja pronto para encrenca.

Kong a Ilha da caveira tem tudo para se tornar um blockbusters, além de um elenco de botar inveja a grandes obras de Hollywood, sua historia leve não se prende ao básico de filmes de ação e tem a coragem de inovar tanto no quesito romance quanto ao por o futuro rei dos Monstros como personagem Principal, e sim Kong é o protagonista dessa historia.

No enredo temos (John Goodman) interpretando Bill Randa um agente de uma agencia secreta que nos foi apresentada nos idos de 2014 no reboot “Godzilla”, ele lidera uma expedição a uma ilha fantástica nunca tocada pelo homem e a pouco descoberta pelos recentes satélites americanos, já que o filme se passa em 1970.

Na equipe de expedição temos (Tom Hiddleston) como o mercenário, James Conrad que irá guiar a equipe em terra, (Brie Larson) interpreta Mason Weaver uma repórter anti-guerra que quer saber a verdade sobre a expedição e (Samuel L. Jackson) como líder do esquadrão militar que servem como escolta, o filme ainda conta com Jing Tian, John C. Reilly, Corey Hawkins e outros o que só eleva o nível da película.

Kong é o deus na ilha, mas os demônios vivem embaixo de nós.

Desde sua criação até hoje não houve um filme sobre Kong feito inteiramente em seu território, a mítica ilha da caveira, porém a equipe de roteiro arriscou e acertou em cheio, o filme se passa 90% na ilha, nos mostrando todo um ecossistema primevo.

E assim como em todas as histórias de King Kong, há toneladas de animais gigantes e sedentos por carne humana, desde bichos desagradáveis, parecidos com lagartos, chamados Skull Crawlers e uma mistura entre aranhas colossais e caranguejos sanguinários que podem empalar um homem com uma das pernas e um enorme bisão que parece ter saído de um Tokusatsu.

O filme mantem um nível visual que empalidece outros filmes do gênero, sua fotografia é primorosa e ele ignora as armadilhas dos filmes de ação, evitando a montagem rápida, câmera tremida e muitas cenas escuras para usar um estilo mais elegante de composições e ritmos.

Considerações Finais

Em resumo KONG: A ILHA DA CAVEIRA é uma obra que vale a pena assistir no cinema, com roteiro leve e direto se esquivando primorosamente dos erros cometidos por filmes do mesmo gênero, tem tudo para se tornar um blockbuster, mesmo abrindo mão de oportunidades para refletir sobre a eterna luta filosófica entre o homem e a natureza e das muitas oportunidades de retratar a batalha dos humanos contra gorilas gigantes.

A filosofia de que somos nós os verdadeiros monstros se encontra facilmente perceptível em cada desenrolar da película e por mais que alguns possam reclamar das tentativas de comedia inseridas no filme, devemos lembrar que quando encurralado o ser humano pode ser bem inconsequente.

 

Só mais uma coisa: As vezes só existem inimigos quando nós os procuramos.