It – A Coisa, chega as telonas com uma grande responsabilidade nas costas, o rameke do clássico de Stephen King, IT – UMA OBRA-PRIMA DO MEDO tem a importante responsabilidade de trazer a audiência todo o medo que o clássico trouxe em 1991, porem em uma época em que muitos filmes de terror e suspense aparecem com um fraco roteiro e forçando situações para que se desenvolvam It, tem a obrigação de ser algo além.

Essa cidade é Amaldiçoada

A historia de It – A coisa se passa na cidade fictícia de Derry que fica localizada no estado do Mayne nos Estados Unidos, essa cidade fictícia já foi o palco dos fatos descritos em outras obras de Stephen King como saco de Ossos e O apanhador de sonhos, nesta cidade o índice de desaparecimento de seus moradores é seis vezes maior que no resto do pais e com as crianças a situação é bem pior, esta é a situação a qual nos somos apresentados a um grupo de amigos conhecidos como  clube dos perdedores, o grupo sente na pele o impacto desses desaparecimentos quando o irmão de um dos integrantes desaparece sem deixar pistas e a população da cidade mesmo com medo tenta ignorar a situação restando aos quatro amigos a missão de descobrir o que aconteceu com os desaparecidos e se eles ainda estão vivos, nessa empreitada outros três personagens são adicionados ao clube e o resultado nós já vimos no clássico de 1991.

Eu ví uma coisa

It – A Coisa causa um efeito na audiência desde o momento em que sentamos na cadeira, o filme passa nos trailers a ideia de que ele será apenas um remake do clássico, porem assim que as luzes se apagam e o filme começa nós somos transportados a uma outra realidade, o filme consegue de forma impar nos transportar aos clássicos do cinema da década de 80, com trilha sonora de época e para aqueles mais saudosistas das obras de suspense e terror dessa década de ouro a ansiedade para que os sustos comecem é insuportável.

O filme não trabalha o medo que o palhaço Pennywise trás, ele vai além ele trabalha o medo em si, aquilo que nos faz ter medo a noite e esse medo é pessoal e intransferível, cada um dos personagens principais é trabalhado de forma que você reconhece seu medo e se apega com cada um deles temendo pela sua segurança em um local onde qualquer pessoa pode ser pega pela “coisa”, o psicológico dos personagens é bem lineado, fazendo com que compreendamos o porque de certa coragem desmedida em determinado momento, essa coragem não passa de desespero com fachada, os elementos do clássico não foram esquecidos e a interpretação de Bill Skarsgard (Pennywise) é um elemento a parte, muitos foram os atores que foram selecionados para esse papel mas por fim ele ficou nas mãos daquele que realmente conseguiu dar vida ao personagem, mesmo os efeitos que muitos podem vez ou outra dizer que estão fora de foco ou sem elementos tem um por que de serem assim e você sente a angustia de cada personagem lutando por suas vidas.

Aqui todos Flutuamos

O primeiro filme da nova franquia  põe em prática uma quantidade imensa de elementos do suspense e terror e faz com que eles funcionem em uníssono sendo um dos melhores filmes do gênero deste ano, sua trama apresentar a personalidade das sete crianças e suas relações familiares não esquecendo de desenvolver o palhaço e antagonista do filme Pennywise, não deixando de demonstrar a apatia dos adultos sobre a questão, por fim o longa trata de relacionamentos infantis contextualizando violências e  bullying na escola, por conseguir unir cada um desses elementos de forma orgânica It – A coisa ganha um lugar de destaque nos filmes vistos pelo Resetando neste ano.

Ps – O personagem Richie Tozier interpretado pelo ator mirim Finn Wolfhard (stranger things) tem um lugar especial no longa e seu jeito de agir merece um adendo e atenção especial quando vocês forem assistir, com certeza todos nós iriamos gostar de ter mais amigos como Richie.

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