Finalmente Esquadrão Suicida chegou em cartaz, e em sua pré-estreia já lotou as salas de cinema até as ultimas sessões do dia. E é claro que o Resetando estava lá para assistir e fazer uma análise do filme.

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Muitas pessoas não conheciam o Esquadrão Suicida, e para não perder tempo contando a história de cada personagem, a solução que David Ayer (Diretor/Roteirista) teve foi muito boa. Uma breve introdução a história do personagem e como ele foi preso através de sua fichas criminais. Isso fez com que tempo de tela fosse economizado para que o filme pudesse fluir.

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A proposta do filme de ter comédia e cenas de ação e destruição foi entregue como prometida. Todos os personagens tinham a válvula de escape de comédia, principalmente Arlequina, interpretada por Margot Robbie que estava impecável no papel, desde a caracterização, as falas e os trejeitos da personagem. Jay Courtney o “Capitão Bumerangue” também foi usado como alívio cômico. E o Pistoleiro, que diferentemente das HQs teve um belo destaque no filme pelo fato de ser interpretado por Will Smith, que como sempre atuou muito bem, e trouxe um carisma que o personagem não possuía fazendo com que mesmo ele sendo um vilão, torçamos para que ele se dê bem. Mas quem roubou a cena em questão de interpretação foi Viola Davis, a Amanda Waller, ela deu mais um show de atuação e colocou ordem na casa e botou o Esquadrão pra comer na mão dela. Cara Delevigne também teve um grande destaque com o papel de Magia, que ao lado de seu irmão foram os vilões do filme.

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O filme não teve pontas soltas e deu gancho para possíveis histórias passadas, explorar mais a história do Pistoleiro talvez, ou da Arlequina e do Coringa.A trilha sonora foi outro grande acerto do filme, as músicas encaixavam-se bem com as cenas, mesmo que com alguns cortes repentinos, mas certamente a escolha da trilha foi acertada. E é claro que existem várias referências para os fãs do universo DC com as referências da Roupa original de Arlequina de Alex Ross e a cena em que ela dança com o Coringa trajado de terno e o Bumerangue com câmera, inspirado nos jogos do Batman da Série Arkham.

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Destaque positivo do filme: A surpreendente atuação de Jay Hernández (El Diablo) mesmo com um personagem que não tem tanto destaque, as cenas em que apareceu atuou bem, e tornou a busca por sua redenção cativante.

Destaque negativo: O marketing em cima do Coringa de Jared Leto foi muito alto para o que foi apresentado. Extremamente caricato, por vezes fugia da idéia do que é o Coringa. A atuação dele foi boa, mas pelas conversas de bastidores e a declaração do elenco, era de se esperar mais.
Esquadrão Suicida diferentemente de Batman vs Superman, teve mais acertos do que erros e entregou o que prometeu e ainda mais, lembrou um arco fechado de quadrinho com início, meio e fim. Um filme que vale a pena assistir no cinema mais de uma vez.

  • Leonardo S. Rodrigues

    Resumiu o meu sentimento sobre o filme. Coringa não convenceu, a história da Harley, podia ser levada sem ele até. E superou Batman vs Superman, melhor filme desse universo da DC

  • Erivan Oliveira

    Ainda bem que o filme não girava em torno dele e conseguiu seguir um bom ritmo. Esperamos que as próximas aparições do Coringa nos filmes da DC sejam mais convincentes, afinal o Joker é um personagem excelente para ser trabalhado da forma que foi. Continue acompanhando o site e aquele abraço.