Um filme para se assistir e gostar especialmente

A cabana é filme de drama baseado no best-seller de mesmo nome de William P. Young, que conta a forte historia de Mack Allen e sua família, que após o pior acontecimento de sua vida se vê em uma situação de descontrole e desapego da realidade familiar, porém tudo pode mudar quando ele recebe um chamado misterioso para retornar ao local onde sua dor se iniciou e onde ele vai receber uma lição de vida.

Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria entre Mack e seus filhos uma tragédia vem para marcar a vida de sua família, Missy sua filhinha mais nova desaparece do acampamento.

E após incessantes buscas e investigações descobrem indícios de que ela foi assassinada numa velha cabana, fato que impacta toda a família, e de forma ímpar à Mack e sua filha Kate, o filme trata de assuntos polêmicos como o verdadeiro perdão, culpa, o mal e a vida pós a morte, com roteiro de John Fusco e Destin Cretton, a obra aborda de forma magistral temas até hoje polêmicos e que dividem opiniões.

Um Convite

Numa tarde Fria Mack recebe em sua caixa de correio um convite que remonta seu passado fantasmagórico com seu pai, porém o filme esta prestes a te levar a conhecer e enfrentar seus próprios medos e culpas, após todo o tormento passado ele decide aceitar o chamado misterioso embarcando em uma caminhada de redenção.

A partir deste momento o filme se torna cada vez mais denso, suscitando uma carga emocional dificilmente vista em filmes do gênero, a relação de Mack com sua família e com as facetas de Deus fazem com que o espectador fique imerso na história sentindo cada passo da caminhada e fazendo parte da cura do personagem.

Um dos grandes momentos do filme é a percepção de que sempre julgamos a cada momento de nossas vidas, o que é bom e mal para nós e para aqueles perto de nós, julgamos os outros por nossos próprios parâmetros; E se não sabemos de tudo? Se não conhecemos o outro, o quão preparados estamos para fazermos esse julgamento?

A película coloca em cheque a capacidade que temos de julgar as deidades pelas catástrofes que ocorrem em nossas vidas, é impressionante a forma com que fazemos isso lado a lado com o personagem e assim como ele caminhamos rumo à sabedoria no final.

Considerações Finais

A obra é contemplada com um esplendor de fotografia, em especial as cenas abordando Sarayu, seus efeitos especiais muitas vezes dão o toque que faltava para o entendimento das cenas, o humor leve e descontraído em diversas cenas mais densas são o refrigério necessário para aplacar a dor sentida várias vezes durante o filme, a humanização da trindade divina chama atenção pela simplicidade com que foi feita, sem ofender a nenhum credo, realmente um filme diferencial em uma época de necessidades.

Ps: Também quero ouvir um pouco de Diatribe. – aquele barato da costa Oeste que não parece muito religioso.