Com essa ideia somos apresentados não só ao mais novo longa da universal Pictures, como também somos inseridos no novo universo cinematográfico conhecido como Dark Universe (universo Sombrio) do qual ainda farão parte Frankenstein, Dracula, O homem invisível, O Monstro da Lagoa Negra, O Fantasma da Ópera e O Corcunda de Notre-Dame, lembrando que este não é o primeiro filme a ser lançado sobre o selo do Dark Universe.

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Como o escolhido o galã Tom Cruise no auge de seus 54 anos nos agracia com suas manobras de ação que põem em evidência seu vigor físico colocando em teste sua aparência e preparo físico, no papel do Soldado de reconhecimento Nick Morton, Cruise se destaca com o humor nada sutil que já se tornou marca registrada de seus personagens na última década, muitas vezes nos fazendo pensar se estamos vendo Nick Morton, Ethan Hunt ou Jack Reacher porém as comparações as atuações anteriores acabam por aí; com o desenrolar da trama podemos perceber que mesmo com alguns trejeitos o personagem consegue adquirir personalidade própria o que chega a ser um alívio.

Uma grande adição a película é o aparecimento de Russell Crowe como o Dr. Henry Jeckyll – o qual dispensa apresentações para os fãs de ficção científica ou de literatura inglesa- com uma ética questionável do bom doutor podendo ser vista na pessoa de seu grande amigo o sr. Hyde; mesmo o personagem não sendo bem utilizado no filme, mas seu aparecimento traz consigo o grupo paramilitar Prodigium o qual tem como missão rastrear, estudar e quando necessário destruir o mal encarnado em forma de monstros no nosso mundo, o que para o futuro do Dark Universe é essencial.

A talentosa atriz Argelina Sofia Boutella vive a personagem Ahmanet uma princesa do Egito antigo que faz um pacto com Set, e acaba aprisionada e mumificada viva, e que nos dias atuais é despertada e desencadeia os eventos que põem em risco a humanidade. A facilidade com que Sofia consegue transparecer seus sentimentos sejam eles de angústia, sedução, ódio ou mesmo pena, faz com que o público algumas vezes olhe para a vilã com outros olhos, dando uma nova perspectiva a personagem que talvez nem fosse esperada pelos produtores.

 

Um novo mundo de Deuses e Monstros

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Com uma fotografia de dar inveja a muitos blockbusters, A Múmia não economizou em tomadas imersivas e belas o que mesmo com toda a ação ainda permite que o público se assuste com suas cenas, a maquiagem posta na personagem Ahmanet faz com que realmente a temamos, não por se tratar de um monstro, mas pela beleza exótica e pálida e sensual tudo ao mesmo tempo, porém a equipe de produção pecou feio no figurino da princesa como múmia; assim que ela recupera o volume corporal humano, podem ser vistos peças de roupas que não condizem com o figurino de uma múmia, ou seja, por debaixo de suas sensuais ataduras podem ser vistas roupas íntimas modernas como o caso da “alça” invisível de seu busto.

Mas os pecados do filme não acabam por aí, muitas vezes o humor é forçado, os personagem são expostos á piadas fora de hora do personagem de Jake Johnson o Soldado Chris Vail que é o parceiro de Nick nessa aventura, a trilha sonora é empolgante e deixa o público atento conseguindo transitar entre a ação e o suspense sem perder o clima, coisa que muitos filmes não tem conseguido fazer ultimamente, além de um 3D que mesmo não sendo necessário consegue se sair melhor que muitos filmes, não intercalando suas cenas rápido demais nem utilizando de Slow motions desnecessários apenas para utilizar da ferramenta.

 

Sacrifícios devem ser feitos

Orçado em US$ 125 milhões, A Múmia é um projeto arriscado que carrega em suas costas não só o peso de dar início a uma franquia que já nasce apostando alto, mas também corrigir os erros de seu antecessor, Drácula – A História Nunca Contada, filme que trouxe Luke Evans no papel de Vlad, o Empalador e que serviu de inspiração para o clássico vampiro apresentado no livro de Bram Stoker, filme que foi duramente criticado pelo mau desenvolvimento dado pelo roteiro ao personagem principal, e a “imprensa especializada” lhe dando muitas avaliações negativas ou medianas este perdeu sua posição como primeiro filme do Dark Universe.

O futuro agora depende muito da aceitação desse filme ao redor do mundo e os executivos do estúdio sabem disso.

O Filme é um “Cine pipoca” tendo tudo que é necessário para chamar o público para o cinema, mas avisamos que você deve ir sem preconceito e sem o intuito de fazer comparações com outros universos, o Dark universe esta mais para a Liga extraordinária que para o MCU e portanto deve ser tratado como uma obra em crescimento e não algo já próximo de seu amargo fim e renascimento.