Existem algumas coisas que são certas na vida do universo Gamer. Uma delas, é que todos os anos terão um novo Call Of Duty e um novo Battlefield. Esse ano a Activision nos [não] surpreendeu com a edição Infinite Warfare, com mais uma temática futurista.

Sim! Temos campanha!

Semelhança com capacetes de Halo não são mera coincidência. COD explora um ambiente futurista saturado

Primeiramente vamos falar do polêmico modo campanha. Desde o advento da nova geração, as produtoras/estúdios de jogos, tem tentando convencer os jogadores a abandonar a ideia de uma campanha.

O conceito de jogos 100% multiplayer, parte de uma ideia de que, com tempo médio de 1-3 anos para criar um bom jogo (criar jogos na atual geração é demasiado complexo, um único personagem passa “meses” sendo redesenhado para atingir bons níveis gráficos) , a ideia de descartar a campanha , e manter apenas o modo multiplayer seria a salvação dos estúdios para elevar a quantidade de lançamentos anuais.

O fracasso de Tintanfall que na sua primeira edição não teve campanha, de Evolve e de Star Wars Battlefront, demonstram que essa estratégia não pegou. Assim, Call Of Duty segue esse “cavalo de pau” da indústria dos Gamers, mantendo o modo campanha.

Enredo

Bom nivel gráfico. Principalmente no PS4 . Experimentar o jogo em um PS4 com a TV de OLED chega a ser êxtasiante2

Nessa campanha, você vai controlar o capitão Nick Reyes, e seu objetivo é comandar uma força de coalização a UNSA, para destruir uma organização de nome SDF (Settlement Defense Front) . Assim como em outros jogos da série algumas fisionomias foram capturadas de personagens famosos como a do vilão principal que tem o rosto de Kit Harington (o Jon Snow de Game of Thrones).

Nas primeiras missões, há um detalhamento visual impressionante do rosto dos protagonistas dos jogos principalmente no PS4 (console da Sony). Nessa campanha  o capitão Reyes troca tiros com “hordas” relativamente inteligentes de robôs assassinos e de soldados, em gravidade zero, em naves, em terra e na água.

Diversidade de ambientes não faltam! Outro ponto forte da campanha, foi a novidade da inclusão de missões secundárias. A bordo da nave em um mapa bem animado, você pode optar por missões secundárias paralelas a missão principal. No PS4, executar as missões secundárias é indispensável para quem deseja ‘platinar o jogo’ (obter o troféu platina). A inclusão das missões secundárias fornece uma sobrevida maior ao jogo, e a estabilidade do jogo e sua alta resolução (principalmente no console da Sony), superam seus antecessores.

E o Multiplay?

Multiplay são extremamente rápidos e fluidos, principalmente no console da Microsoft (Xbox One)

O modo multiplay , adere ao famoso ditado: “em time que está ganhando não se mexe” . Mapas grandes, um tanto quanto genéricos, tem um multiplay estável e altamente divertido. Para quem utiliza o console da Microsoft, o multiplay tem um toque a mais de agilidade. O Xbox One , conta com a estabilidade excepcional da Xbox Live, e as partidas contam com estabilidade e rapidez.

Em um teste que realizei, foi possível conversar com amigos enquanto jogava, entrando e saindo de partidas em intervalos de formação quase imediata. O modo multiplay do console da Sony embora um pouco menos “ágil” consegue manter-se bem posicionado com quedas pouco frequentes.

Considerações Finais

Vale a pena mais um COD futurista?

E então, quer dizer que posso sair dessa resenha e já comprar minha cópia de Call Of Duty Inifinite Warfare? Bom, não exatamente. O grande problema de COD IW, é que ele demonstra a saturação com a temática futurista.

Desde ‘Ghost’, há uma visível falta de criatividade, e a partir de COD Advanced Warfare (até os nomes são parecidos) , andar pelas paredes e “flutuar” em uma mochila propulsora, saíram de empolgantes a rotineiros.Para quem é fã da série, será mais um COD,que vale a pena se jogado. Mas para quem não é tão fã assim, pode ser “mais um jogo de tiro futurista” e talvez valha a pena, esperar para que o custo diminua um pouco.

Na contramão de COD, Batllefiel 1 deu um “reboot” em sua série e percebendo a saturação da temática do “futuro” , voltou-se ao passado. O resultado poderia ser ainda melhor, mas a respeito de BF falaremos em breve em outra analise.

Em resumo : o novo COD tem boa qualidade gráfica, combates intensos, e garante boas horas de diversão, mas demonstra sérios sinais de cansaço quanto a sua temática futurista. Para quem tem dois consoles (PS4 e Xbox One) vale também a dica de ponderar a compra optando entre maior qualidade de gráficos e resolução (PS4) e maior estabilidade do multiplay (Xbox One).