Após a enxurrada de críticas por conta de Prometheus, Ridley Scott retorna ao universo de Alien, pena ele não ter aprendido nada com o seu fracasso e ainda ter nos enganado ao dizer que traria de volta para esse filme tudo aquilo que os fãs amam em “Alien: O Oitavo Passageiro”, pois é…. Ele “prometeus mas não entregou.”

Esse filme só existe para consertar uma história anterior

Sequência direta de Prometheus, para ser mais exato, dez anos após o ocorrido, uma nova tripulação embaca no espaço, rumo à um planeta com características similares a da Terra, com o objetivo de povoa-lo, os passageiros da nave Convenant são obrigados à acordarem da sua hibernação, por conta de uns probleminhas com uma tempestade espacial e é aí que todos os problemas começam.

O marketing do filme nos levou a crer que teríamos uma estória totalmente pesada. Não no sentido de nojeira ou brutalidade, mas de densidade, afinal de contas teríamos uma personagem feminina que deveria ser tão forte quanto a Ripley, lutando para sobreviver em um planeta desconhecido, de um ser alienígena assassino, além de tentar consertar os erros vistos no filme anterior.

E não é que incrivelmente, nada disso acontece? Temos nessa sequência, astronautas explorando um planeta desconhecido, sem proteção alguma, uma tentativa forçada de se criar um drama familiar ou até mesmo fazer com quem esteja assistindo ao filme tente se apegar à personagens que são só iscas para o monstro, no final das contas. Alien: Convenant só consegue ser melhor que Prometheus, por “fechar os furos” do filme.

Ripley e tripulação Nutella

Por qual motivo os produtores desse filme, decidiram dar destaque à personagem de Katherine Waterston (Animais Fantásticos e Onde Habitam), nos fazendo crer que ela seria a Ripley 2.0, que iria “peitar” o alienígena fálico e iria ser a personificação da luta das mulheres pela quebra dos esteriótipos em filmes, se ela não é nada disso e todo o desenvolvimento do filme, é focado e depende exclusivamente de Michael Fassbender (Assasin’s Creed)?

Fica a dúvida para o leitor…

É até complicado criar profundidade para muitos personagens em um filme de “sobrevivência”, afinal só podem sobrar dois ou no máximo três. Mas é complicado também, quando os personagens fadados a sobreviver, são mal construídos, tirando toda e qualquer empatia que se poderia ter por eles. Fassbender brilha ao interpretar Walter e repetir o papel de David, o androide de Prometheus.

Ridley até brinca com as características emocionais dos androides, tendo na versão mais antiga alguém muito mais humano e sentimental, já o modelo atual, Walter, foi construído para ser calmo e totalmente controlável.

Vamos fazer um Prometheus 2 mas sem usar esse nome

Após Alien Covenant, considerar Ridley Scott como um androide versão antiga de Walter, não seria engano. Já que nos foi prometido um filme muito mais assustador e o que vimos foram litros de sangue jorrando na tela, um Alien com os efeitos bem fraquinhos, uma equipe de astronautas treinados cometendo erros bizarros e nenhum susto sequer, erros dignos de alguém totalmente passional e pior ainda, mentiu para divulgar o filme.

O roteiro por mais que seja previsível, entrega um final bem bacana, mas quando você lembra do primeiro Alien, fica se perguntando por qual motivo o filme tomou aquela decisão.

É uma pena sair da sessão com o sentimento de que o criador da obra, não sabe o que está fazendo com ela, Ridley pretende continuar com a franquia, resta torcer para que ele perceba os erros que está cometendo e possa entregar nos próximos filmes, algo de fato, mais próximo de “Alien: O oitavo Passageiro.”